O texto de Monica Monasterio (Madrid-Espanha), postado por nossa amiga “Caramelo” é a visão comportamental de uma estrutura hierárquica e social familiar.
Como é que funciona esta mesma estrutura de evolução no comportamento entre empregados e empregadores?
O que mudou na hierárquia? Ou a hierarquia permaneceu e quem mudou foram os funcionários?
O que fazer quando a autoridade que os chefes e empregadores costumavam ter, foge das mãos, assim como a dos pais para com os filhos? Porque recentemente as pessoas não se sujeitam tanto quanto antes e porque os subordinados hoje são mais ouvidos do que antigamente por seus chefes?
Estas e outras perguntas estão todos os dias, pairando sobre nosso cotidiano. Fazendo-nos pensar em como o mercado de trabalho tem mudado constantemente e como o empregado, deve estar cada vez mais atualizado e dinâmico, enquadrando-se em maior número de perfis para se adequar àquilo que for mais conveniente.
Hoje em dia, se um “patrão”, – como eram chamados os empregadores – continuar agindo como “PATRÃO” e não como um líder eficaz de uma empresa ou um negócio, a tendência é que aconteça com ele, o mesmo que vêm acontecendo dentro de casa com alguns pais que não conseguem dominar a ação de seus filhos. O autoritarismo deve dar lugar à autoridade, pois esta, está intimamente ligada ao respeito, enquanto que o autoritarismo está ligado à força.
Muitos pais perdem o controle de seus filhos porque querem limitar-lhes regras por meio de imposição e poder, enquanto que, por meio de respeito e desejo de que crescimento, outros, aplicam o diálogo e recebem um resultado muito mais interessante.
Do mesmo modo acontece no modelo empresarial. Alguns chefes continuam com o pensamento limitado de que, precisam ser considerados “donos do poder” para que seus subordinados continuem a respeitá-lo e a seguir suas instruções. O que, obviamente acontece na prática, é que, seus subordinados lhe “obedecem” porém, sem concordar com suas atitudes e sem questionar, por medo da reação que este poderá ter.
Isto, porém não é sadio nem para o empregador, nem para os funcionários e muito menos para a empresa.
Para o empregador, não é bom porque este, além de ter uma imagem inascessível perante os seus subordinados, passa a ser visto como uma pessoa intransigente, de mente fechada, que não aceita opiniões e críticas, afastando dele as pessoas e por consequência, as idéias e melhorias que sua equipe profissional poderia ter.
Para os empregados é ainda pior, porque estes, com idéias que não podem ser expostas ou aplicadas, ficam desmotivados e passam a executar seus trabalhos sem desejar o crescimento ou melhoria do mesmo, o que resultará em insatisfação pessoal e consequentemente, levará estes funcionários a buscarem novas colocações no mercado.
Com tudo isso, todos saem perdendo. A empresa não cresce, se mantém estagnada, e seus funcionários acabam por enterrar seus talentos e idéias ou a aplicá-los em outro lugar que melhor lhes convenha. A empresa perde em qualidade, perde em mão de obra, e ganha rotatividade de pessoas. Uma empresa que não mantém por muito tempo seus profissionais é considerada uma empresa desestrturada e sem raizes.
Que cliente acreditará em uma empresa que não consegue nem ao menos mantér fixo seu quadro de funcionários?
Quem dá credibilidade a um prestador de serviços que vende a idéia de que sua mão de obra é extremamente qualificada se os seus profissionais – que são o seu maior produto – não acreditam suficiente na empresa a ponto de permanecerem nela por um tempo razoável?
Assim como, dentro de casa, alguns jovens e adolescentes, buscam fora de casa a resposta para seus problemas por falta de diálogo com os pais, os profissionais de uma empresa em que o chefe mantém o antigo padrão de que, apenas ele é quem dá as ordens, e que estas devem ser inquestionalmente seguidas, tendem a buscar fora da empresa as suas satisfações profissionais.
Assim como, dentro de casa, muitos apenas obedecem por imposição e assim que ganham espaço, ou independência, passam a agir de maneira que os pais não aprovam, no ramo profissional acontece o mesmo.
É necessário entender que o ser humano hoje, tem uma tendência aprimorar, mudar e expressar seus sentimentos, seja ele profissional, pessoal, emocional, familiar, e que este, sente necessidade de transformações, crescimento, reconhecimento, pois as pessoas evoluem, e seus comportamentos tendem a se adaptar a esta evolução.
O empregador que não evoluir junto com os funcionários tende ao fracasso e a omissão de sentimentos dos funcionários. Estará fadada ao descaso dos mesmos pelo crescimento da empresa e a busca de novas oportunidades. Além de uma possibilidade muito pequena de sucesso por parte da instituição em que atuam.
Se até mesmo as crianças do nosso século já são diferentes das do século passado e já nascem mais espertas e atentas do que as do tempo de nossos pais, porque é que os profissionais seriam como os de antigamente? Porque é que as empresas, lideradas por pessoas que vivem neste século administrariam seu negócio com modelos, padrões e tradições antigas?
As vezes para haver mudanças é necessário quebrar paradigmas, quebrar limites, arriscar-se. Você, enquanto empregado, experimente, ouse, implemente idéias ao seu dia-dia, converse com seu chefe, exponha a ele motivos de começar trabalhos antigos, de uma maneira nova.
E você, enquanto empregador, abra sua mente, inove, faça de seu negócio uma fábrica de idéias.
Imagine seus funcionários como cabeças que pensam para o bem comum do negócio, e não aja como se eles fossem apenas mãos que executam o que sai da sua própria cabeça.
Assim como em nossa casa, na nossa família, cada membro é uma peça para fazer o relógio funcionar, no âmbito profissional devemos entender que, se uma destas peças não funcionar bem, e a engrenagem parar, o relógio estará sempre atrasado, isto, se não parar de vez!!!
Boa sorte a todos!!!
E ótima semana.
Renata Pilastri
!! post mordido por ‘BISCOITO’ !!
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